Palavra do Bispo




JUBILEU DE NOSSA DIOCESE DE BAGÉ.

“60 anos: Gratidão, Compromisso e Esperança”





Queridos leitores do Boletim Participação de nossa Diocese. Que o Senhor vos dê a Paz!



Estamos vivendo intensamente o ANO JUBILAR de nossa Diocese, que teve início no domingo, 16 de junho de 2019, Festa da Santíssima Trindade, em Santa Margarida do Sul, durante o Encontro Diocesano das Comunidades Eclesiais de Base. Esse é um ano especial para nossa família diocesana. Vamos viver intensamente e devotamente para que as Bençãos e Graças sejam fecundas e abundantes. Na condição de Bispo Diocesano CONVOCO a nossa Diocese, a cada sacerdote, diácono, religiosos, religiosas, lideranças, Paróquia, Comunidade, Pastoral, Colégios Católicos, Movimentos, Grupos de Oração e de Estudo e outras tantas frentes de presença, para vivenciarmos esse ano com as Graças e Bençãos do Senhor. Primeiramente, peço que façam chegar esta Convocação a todos os Cristãos Católicos de nossa diocese.

Tenhamos presente o lema deste Ano Jubilar: “60 anos: Gratidão, Compromisso e Esperança”. Meditemos e executemos ações a partir do lema que nos guiará com Gratidão pelo ontem e hoje, Compromisso no hoje e para com as futuras gerações e com a firme Esperança em Nosso Senhor. Abrindo o ANO JUBILAR queremos estender estas Graças e Ben- çãos até o seu encerramento, que se dará no Domingo, 27 de setembro de 2020, em Bagé, na Romaria Diocesana de Nossa Senhora Conquistadora.

Convoco-os a todos, queridos irmãos e irmãs, a vivermos este Ano Jubilar em profunda Comunhão e Participação das Graças e Bençãos recebidas com o compromisso, diante dos grandes desafios, de transmitirmos a Fé em nosso Senhor Jesus Cristo às futuras gerações e sermos Sal e Luz com nossa presen- ça na sociedade. Nossas Comunidades, Paróquias, Movimentos, Pastorais, Colégios Católicos, Grupos de Oração e de Estudo sintam-se já CONVOCADOS a usar da sadia criatividade e do amor a Cristo e ao próximo para discutir, apresentar e executar ações práticas que atinjam não só aqueles que participam ativiamente na Igreja, mas especialmente todos aqueles que o Senhor vem buscar e salvar e são as ovelhas dispersas.

Que todo homem e toda mulher, crianças, jovens, adultos e idosos, de todas as raças e povos, possa encontrar no Ano Jubilar portas abertas e a acolhida do próprio Cristo, Bom Pastor nas nossas atitudes e práticas para que o Evangelho chegue à cada criatura. Assim fazendo, queridos irmãos e irmãs estaremos cumprindo o mandato recebido do próprio Senhor e ajudaremos a Cristo a fazer-se vivo e atuante entre nós. Os desafios deste tempo em que vivemos são grandes. Maior é a Graça de Deus que nunca falha e sempre vem em socorro daqueles que se põem a servir o próximo.

Pedimos a intercessão de nosso padroeiro São Sebastião e auxílio da Mãe de Deus e nossa, Nossa Sehora Conquistadora, para que nos possam inspirar e fecundar em nossos corações durante este momento fraterno de nossa Diocese. Para o Ano Jubilar usanos as inspiradoras palavras do Papa: “Que nada nos tire a alegria, que nada nos tire a paz, que nada nos tire a esperança”!

Dom Frei Cleonir Paulo Dalbosco/ Bispo de Bagé
Email: cleonir@ascap.or.br

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Palavra do Bispo




Saudações Jubilares.





Queridos leitores do Boletim Participação de nossa Diocese. Que o Senhor vos dê a Paz!

Estamos chegando até vocês para um convite muito especial. No próximo ano, 2020, com as Bênçãos de Deus vamos celebrar 60 anos de criação da nossa Diocese. Queremos motivá-los para celebrar com alegria a história de nossa querida Diocese. Como princípio motivador, após diálogo com a equipe de preparação do Ano Jubilar, escolhemos um lema para esse ano comemorativo:

Para celebrar esse Ano Jubilar teremos uma agenda comum para toda Diocese, mas em cada paróquia, comunidade, pastoral, movimento e outras frentes de presença, pedimos que usem da criatividade para bem celebrar essa história tão presente em nossa mente e coração. Uma data história, como é a dos 60 anos, por si só já garante e sustenta sua importância. Os personagens e os fatos, as conquistas e realizações, as lutas e as vitórias formam o monumento histórico de graças e responsabilidades, que o tempo não destrói. Se a esta história vivida, damos a merecida atenção celebrativa, enaltecendo-a e assumindo afetiva e efetivamente, teremos um futuro com muitas graças e bênçãos.

Estamos convencidos de que o lema escolhido vai nos motivar, animar e abrir caminhos de esperança. Neste momento em que celebramos os 60 anos, as três dimensões do tempo: passado, presente e futuro, integram-se para dar à comemoração um justo e merecido significado. Agora é a nossa vez: vamos cultivar o chão e semear a boa semente, para que os que vierem depois de nós, possam ser agraciados, como nós o somos, por aqueles que vieram antes de nós. Renovando a nossa comunhão diocesana, viveremos juntos a gratidão, o compromisso e a esperança. Deus nos abençoe, São Sebastião e Nossa Senhora Conquistadora nos acompanhem. Amém!

Segue alguns dados da nossa programação:

    • • Abertura Diocesana do Ano Jubilar:16 de junho, na Festa da Santíssima Trindade, (durante o 18º Encontro Diocesano de Comunidades Eclesiais de Base – CEBs) no município de Santa Margarida do Sul.
      • Abertura nas Paróquias, Comunidades, Serviços, Pastorais, Movimentos... Sugestão que aconteça na Solenidade de CORPUS CHRISTI no dia 20/06/2019 ou no final de semana dos dias 22 e 23/06/2019.
      • Encerramento do Ano Diocesano do Ano Jubilar: 27 de Setembro de 2020 na 46ª Romaria Diocesana de Nossa Senhora Conquistadora. Em Cristo,


  • Dom Frei Cleonir Paulo Dalbosco/ Bispo de Bagé
    Email: cleonir@ascap.or.br

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    Surge um novo tempo.





    Queridos leitores do Boletim Participação de nossa Diocese. Que o Senhor vos dê a Paz!

    Com a festa da Ressurreição iniciamos o Tempo Pascal. É o período do Ano litúrgico , que abrange os 50 dias depois do Domingo de Páscoa . O convite deste tempo é bem pontual: nos esfor- çar para vivermos e constituirmos uma “Comunidade Nova”, nascida da Cruz e da Ressurreição de Jesus. Nossa missão de “Cristãos”, nesse tempo, consiste em revelar às pessoas a vida nova que brotou da Ressurreição. A Carta de São Paulo aos Colossenses nos recomenda: “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos para alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita do Pai; aspira as coisas celestes e não as coisas terrestres (Col.3,1-2). Recordo, ainda, a Carta de São Paulo aos Romanos: “a Palavra está perto de ti, em tua boca e em teu cora- ção e essa Palavra é Palavra de fé.

    Portanto, se com tua boca confessares que Jesus é o Senhor e se em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. É crendo de coração que se obtém a justiça, e é professando com palavras que se consegue à salvação” (Rom 10, 8-10). Os tempos passam, nós mudamos, mas a missão é permanente, o pastor pode mudar, pode ser outro, porém permanece o rebanho a ser orientado, conforme os mandamentos do Senhor. A abertura e a fidelidade aos ensinamentos de Jesus, nos mantêm em comunhão com o Projeto do Reino de Deus, que é Reino de Paz, Justiça e Amor.

    Terça-feira: Jesus retorna para Jerusalém, passa pelo Templo e chega ao Monte das Oliveiras. Os líderes judeus montam armadilhas. Sete vezes Jesus pronuncia a sentença: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!”. Foi na terça-feira que os líderes judeus se reuniram para conspirar a morte de Jesus: questionam sua autoridade. Ele responde com firmeza e ensina, através de parábolas como a da vinha (Mt 21,33-46) e a do banquete de casamento (Mt 22,1). Instrui quanto ao pagamento dos impostos (Mt 22,15) e repreende os saduceus, pois estes negam a ressurreição (Mt 22,23). Jesus também profetiza sobre a destruição de Jerusalém, afirmando que não restará pedra sobre pedra (Mt 24). São palavras dolorosas, mesmo assim Jesus as diz, por amor ao Pai e ao povo.

    Pedro, o Apóstolo escolhido por Jesus para ser o continuar a obra por Ele iniciada é, consequentemente, o primeiro Papa e nos ensina muitas coisas, inclusive para nós, os cristãos de hoje. É importante ler, refletir, meditar com atenção as suas cartas. Ele nos dá dicas para constituirmos esta “Nova Comunidade”. Assim ele nos recorda: “despojai-vos de toda a maldade, mentira, hipocrisia e de toda inveja e calunia”. (1 Pd. 2,1). “Eu vos exorto: afastai-vos das humanas paixões que fazem guerra contra vós mesmos” (1 Pd. 2,11). Acredito que a palavra de Pedro cai muito bem para o tempo que estamos vivendo.

    Ainda, “revesti-vos todos de humildade no relacionamento mútuo, porque Deus resiste aos Soberbos” (1ª Pd. 5,5). Além das alegrias, muitas são as provações por isso, devemos nos revestir, portanto, de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência. Mas, sobretudo, devemos amar-nos uns aos outros, pois o amor é vínculo da perfeição. “Que a Palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós” (Col 3,5-16). Assim estaremos revestidos do Senhor Jesus. Durante os 50 dias do Tempo Pascal teremos muitas oportunidades para fortalecer e alimentar a nossa fé. O Ressuscitado está presente em todos os ambientes: na vida pessoal, na família, no trabalho, na escola, na universidade, no lazer, entre outros. Em todos os lugares e tempos podemos acolhê-Lo.

    Porém, recordo que a comunhão acontece na partilha do Pão e do Vinho, partilhados em comunidade. Aos enfermos e impossibilitados, a comunhão se dá através da visita da pastoral saúde e dos enfermos. Cada qual é chamado a encontrar o seu lugar para reabastecer a sua vida, não apenas como seguidores, mas principalmente como imitadores e servidores d’Aquele que doou a sua Vida para o bem e a salvação da humanidade. Sejamos alegres portadores da Boa Notícia: o Ressuscitado vive entre nós! Paz e Bem! Paz e Bem!

    Dom Frei Cleonir Paulo Dalbosco/ Bispo de Bagé
    Email: cleonir@ascap.or.br

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    VIVENDO A SEMANA SANTA.





    Queridos leitores do Boletim Participação de nossa Diocese. Que o Senhor vos dê a Paz!

    Com serenidade e amor, vamos acolher a Semana Santa. Ela não é e nem deve ser como as outras. Precisa ser a MAIOR SEMANA, a SEMANA MAIOR, a SEMANA SANTA. Vivamos intensamente cada dia desta Semana, em sintonia com os passos de Jesus. Cada dia da Semana Santa possui uma mística própria:

    Domingo de Ramos: o primeiro dia da Semana Santa. É um dia festivo, pois Jesus entra em Jerusalém e o povo o aclama: “Hosana ao filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!” Ele é a esperança daquele povo, é acolhido pelos simples e humildes. É aclamado por aqueles que ainda buscavam força e esperança em um rei próximo do seu povo.

    Segunda-feira: o segundo dia da Semana Santa. Jesus passou a noite na casa de Marta, Maria e Lázaro, seus amigos. Durante o dia, permanece em Jerusalém (Mt 21, Mc 11, Lc 19). Lá expulsa os vendilhões do Templo e amaldiçoa, ao longo do caminho, a figueira sem frutos e repreende a incredulidade das multidões. Por outro lado, as autoridades já haviam decidido matá-lo. Pensemos em Jesus que, hoje, continua sendo condenado na vida dos que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Ele vive e sofre nos que sofrem, mas também salva e ampara nos que agem com caridade e justiça.

    Terça-feira: Jesus retorna para Jerusalém, passa pelo Templo e chega ao Monte das Oliveiras. Os líderes judeus montam armadilhas. Sete vezes Jesus pronuncia a sentença: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!”. Foi na terça-feira que os líderes judeus se reuniram para conspirar a morte de Jesus: questionam sua autoridade. Ele responde com firmeza e ensina, através de parábolas como a da vinha (Mt 21,33-46) e a do banquete de casamento (Mt 22,1). Instrui quanto ao pagamento dos impostos (Mt 22,15) e repreende os saduceus, pois estes negam a ressurreição (Mt 22,23). Jesus também profetiza sobre a destruição de Jerusalém, afirmando que não restará pedra sobre pedra (Mt 24). São palavras dolorosas, mesmo assim Jesus as diz, por amor ao Pai e ao povo.

    Quarta-feira: Judas, em segredo, concretiza seu plano e entregar Jesus por trinta moedas de prata (Mt 26,14). Jesus percebe que Judas muda de comportamento. Na casa de Simão, o leproso, Judas se opõe à ação da mulher que unge Jesus com perfume (Mt 26,6). Judas está cego: não enxerga mais Jesus como portador da graça salvadora. Pensemos na decepção de Cristo e nas traições que sofremos e naquelas que protagonizamos. A traição exclui a confiança e a gratuidade, o amor cede lugar para o ódio.

    Quinta-feira: Jesus está em Betânia: pede aos discípulos que encontrem um lugar para celebrar a Páscoa (Mt 26,17). É um dia extremamente difícil: Jesus vive suas últimas horas de liberdade. E é nesta liberdade que Ele decide celebrar a ceia com seus discípulos. Jamais esqueceremos esta cena: Ele, tomando o pão e o cálice em suas mãos, entregou aos discípulos dizendo: “comei e tomai, isto é o meu corpo, isto é o cálice do meu sangue. Fazei isto em memória de mim.” A partir desse momento, a ceia eucarística torna-se alimento para o fortalecimento da fé e da vida. Ao lado desta cena extraordinária, está outra de valor imensurável: o Senhor amarra uma toalha na cintura e lava os pés dos apóstolos. Ao fim, pergunta-lhes: “compreendestes o que acabei de fazer? Saibam: vós sereis felizes se colocarem em prática”. Jesus aproveita seus últimos instantes de liberdade para servir. Que gesto impressionante!

    Sexta-feira: À noite Jesus foi preso e é pregado à cruz, agonizando durante cerca de três horas. Por volta das três da tarde, Jesus entrega o seu Espírito ao Pai e morre. Sexta-feira Santa, dia de silêncio e de solidariedade com o Cristo de ontem e com os irmãos e irmãs de hoje, que continuam sendo pregados na cruz da miséria, da violência, dos vícios, das doenças, da exploração. Neste dia, os cristãos beijam a imagem do Cristo morto e reverenciam a Cruz salvadora. Um gesto simples, mas portador de uma lição de esperança universal: o corpo dilacerado do Salvador ressuscitará.

    Sábado: A noite permanece no coração dos discípulos e de Maria. Há um silêncio indescritível – Deus morreu. Em Jerusalém tudo segue como se nada tivesse acontecido. A morte de Jesus é ignorada. O silêncio se faz esperança e fé. Afinal, por quê? Por que Jesus não se revelou o Messias poderoso? Será que todos que o seguiram foram enganados? Por que ele morreu? Essas perguntas podem ter tomado o coração de muitos amigos de Jesus. Será o dia mais longo da história. Impossível imaginar detalhadamente a dor de Maria, mãe do Senhor. Ao cair da noite, um novo capítulo se iniciará: assim cremos!

    Na próxima crônica falaremos sobre o Domingo de Páscoa. A morte foi vencida, a RESSURREIÇÃO transformou a história da humanidade. Desde já, Feliz Páscoa! Paz e Bem!

    Dom Frei Cleonir Paulo Dalbosco/ Bispo de Bagé
    Email: cleonir@ascap.or.br

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    Colocando a vida em dia.





    Queridos leitores do Boletim Participação de nossa Diocese. Que o Senhor vos dê a Paz!

    Neste tempo quaresmal em que estamos vivendo, recordo a orientação profética: “põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás. ” (Isaias 38,2). Colocar a vida em dia é um dever de todos nós. Tantas vezes deixamos a vida acontecer de “qualquer jeito”. Será que esse é o melhor caminho? Com tantos canais de comunicação, diariamente, vemos, ouvimos e presenciamos muitos acontecimentos. Quantas coisas erradas existem em torno de nós. Devemos cuidar para que os maus exemplos e as atitudes desordenadas não influenciem o nosso modo de ser e de agir.

    Para ajudar na reflexão, apresento um acontecimento tirado da Sagrada Escritura: Deus enviou o profeta Isaias com uma dura mensagem ao rei Ezequias: ele iria morrer. Porém, como o rei Ezequias era um rei justo, temente a Deus e obediente à Palavra do Senhor, foi avisado de que deveria colocar as pendências em dia, para então, com o dever cumprido e a consciência e o coração em paz, poder partir. Os acontecimentos do passado refletem no nosso cotidiano. Que bom seria se pudéssemos sentir uma profunda gratidão pelo passado, principalmente pelas pessoas que marcaram nossas vidas. Se somos o que somos é porque outros existiram antes de nós. Se Deus lhe enviasse uma proposta semelhante agora, o que você precisaria colocar em ordem? Pensou? Aquele passeio com a família. Uma conversa. Perdoar alguém. Resolver aquela pendência que o incomoda e você vai empurrando. Entrar em contato com uma pessoa querida, tão distante que sempre fica para depois. Alguma conta que tira o seu sono e ainda não foi negociar.

    A conversa sincera que você precisa ter com seu esposo, esposa, pais ou filhos. Pense um pouco! Acreditamos que temos muito tempo para viver, que não faltarão oportunidades para resolver todas as pendências. No entanto, muitas vezes somos surpreendidos com a perda de pessoas com as quais tínhamos pendências e não resolvemos. Eis o momento! Analise bem a sua vida. Existe alguma pendência? Esse pode ser o momento oportuno para resolver. Enumere e procure resolvê-las. Afinal, não sabemos quando e onde terminará nossa vida. E precisamos estar preparados. Em minha missão, como religioso, sacerdote e agora como bispo tive a oportunidade de acompanhar, auxiliar e orientar muitas pessoas. Quantas histórias! Recordo de algumas pessoas que acompanhei em estado terminal, a maioria delas desejavam ardentemente uma nova oportunidade para reparar erros, falar com pessoas e mudar situações. Pena que já era tarde demais. Meu amigo e irmão, em que estágio da vida você se encontra? Aproveite esse momento para valorizar e amar mais as pessoas. Comece hoje, peça a Deus sabedoria, coragem e persistência, se você desejar e quiser, Deus lhe ajudará. O tempo quaresmal, através do exercício da ora- ção, do jejum e da caridade, é sempre uma nova oportunidade que Deus nos oferece. Paz e Bem!

    Dom Frei Cleonir Paulo Dalbosco/ Bispo de Bagé
    Email: cleonir@ascap.or.br

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    Cuidado com as tentações.





    Queridos leitores do Boletim Participação de nossa Diocese. Que o Senhor vos dê a Paz!

    Como reagir diante de tantas tentações que nos cercam no dia a dia? Tempo de quaresma, tempo oportuno para ajustar nossa vida com a vida em Deus e com os irmãos. Apresento esse tema, dentro do período quaresmal, como proposta de uma revisão de vida a caminho da Ressurreição. Como iluminação vou usar a passagem do Evangelho de Lucas 4, 1-13. Vejamos como Jesus reagiu diante das tentações do demônio:

    “Naquele tempo, Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e, no deserto, ele era guiado pelo Espírito. Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. Não comeu nada naqueles dias e, depois disso, sentiu fome. O diabo disse, então, a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se mude em pão”.Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem’”.O diabo levou Jesus para o alto, mostrou-lhe por um instante todos os reinos do mundo e lhe disse: “Eu te darei todo este poder e toda a sua glória, porque tudo isso foi entregue a mim e posso dá-lo a quem eu quiser. Portanto, se te prostrares diante de mim em adoração, tudo isso será teu”. Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás’”.Depois o diabo levou Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, e lhe disse: “Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo! Porque a Escritura diz: ‘Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, que te guardem com cuidado! ’ E mais ainda: ‘Eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra ’”. Jesus, porém, respondeu: “A Escritura diz: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’”. Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus, para retornar no tempo oportuno”.

    As tentações são um mistério na vida de todos os que procuram andar pelo caminho do bem. Sempre aparece alguma facilidade, no intuito de nos desviar dos objetivos. O tentador sabe como usar nossas fraquezas e debilidades para, justamente, propor compensações que nos afastam de Deus. Jesus, no entanto, nos mostra como vencer ao tentador, ancorados na Palavra de Deus, com oração e jejum. Não existe um modo ou recurso para não ser tentado, mas sim como vencer as tentações. Na verdade, é inútil pedir para não tê-las, o que temos que pedir é: "não nos deixeis cair em tentação". Importante tomarmos consciência disso, pois o Espírito Santo nos conduz até o deserto porque o deserto é necessário. O deserto é o lugar do encontro consigo mesmo, lugar do esvaziamento. É o lugar onde nos enchemos e nos preenchemos pela graça de Deus.

    Pensando no momento atual, quais são as tentações que nos cercam? O que nos desvia do caminho do bem, da justiça e da fraternidade? Vamos aproveitar esse tempo quaresmal para ir ao deserto do nosso coração, lugar sagrado e afetuoso, preparado para fortalecer nossa fé, esperança e caridade.

    Amparado no lema da Campanha da Fraternidade, finalizo com as palavras do profeta Isaías: “serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 127). Paz e Bem!

    Dom Frei Cleonir PauloDalbosco
    Bispo Diocesano

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    Conhecer para amar e servir.





    Queridos leitores do Boletim Participação de nossa Diocese. Que o Senhor vos dê a Paz!

    Estou há pouco tempo em Bagé. Quero afirmar que estou encantado com a beleza dessa região e com a hospitalidade e o carinho das pessoas. Como bispo e pastor tenho a missão de ensinar, santificar e governar a Igreja Diocesana. Trata-se de uma grande oportunidade e, ao mesmo tempo, um imenso desafio. Nossa Diocese está presente em doze municípios da região, com 16 paróquias, um santuário e uma rede de comunidades. Temos aproximadamente 250 comunidades eclesiais e uma diversidade de pastorais, movimentos e serviços.

    Escolhi como lema de minha missão diocesana, a passagem do Evangelho de Marcos: “Eu vim para servir” (Mc 10,45). Este é meu lema episco- pal, que me coloca em sintonia com Jesus Cristo e sua missão. O próprio Jesus declara que não veio para ser servido, mas para servir e mostrou isso evangelizando os pobres, aliviando o sofrimento das pessoas e, inclusive, lavando os pés dos Após- tolos. O ministério do bispo se liga à prática de Jesus e demanda que se tenha grande afeição ao seu Evangelho, no desejo de experimentar a sua inspiração e participar de sua alegria no serviço aos irmãos. No desejo de servir ao povo que me foi confiado, como servo e pastor, convido-os para serem comigo, um povo servidor, cada um abrindo-se ao outro em espírito de ajuda solidária tendo como referência a vida e a ação de Jesus.

    Assumi o ministério episcopal na mais profunda comunhão eclesial: com a porção do povo de Deus a mim confiado, com o clero, os religiosos e religiosas da Diocese; com o colégio episcopal, articulado, em nosso país, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e em especial comunhão com o Papa Francisco, Bispo de Roma que, desde a antiga tradição, é o “servo dos servos de Deus”. Estou ciente que precisamos somar com as di- versas organizações, que atuam em prol do bem comum, presentes em nossa sociedade. Além de todas as iniciativas eclesiais, pretendo interagir com outras instituições protagonistas de desenvolvimento humano e solidário de nossa região. Irmanados com diversas lideranças, de diferentes setores, poderemos criar, ampliar e contribuir para que a dignidade prevaleça no meio de nós.

    Nesse ano de 2019, como iniciante na missão episcopal, priorizarei o conhecimento de cada realidade existente na vida e missão de nossa diocese. Portanto, nesse mesmo período estarei participando de cursos e atividades ligados à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e no Vaticano, com atividades direcionadas a missão do Bispo, e, na oportunidade, teremos encontro com o Papa Francisco. Concluindo minha participação, faço novamente uso das inspiradoras palavras do Papa: “Que nada nos tire a alegria, que nada nos tire a paz, que nada nos tire a esperança”!

    Dom Frei Cleonir PauloDalbosco
    Bispo Diocesano

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